31/01

Há duzentos e dez anos, Samuel Johnson:

“Patriotism is the last refuge of a scoundrel.”

Há também um aspecto maduro quando o brasileiro não se leva a sério. O problema, como sempre, é que a gente exagera.

30/01

Eu queria ir a Cuba antes do Club Med.

29/01

O calor bíblico pede que seja facultado ao cidadão carioca – e a quem mais desejar – o uso de ventoinhas, como o cooling fan dos gabinetes de computador. Os vagões do Metrô de São Paulo possuem enormes ventiladores no teto, inclusive, que dão ao usuário a impressão de estar na CPU.

27/01

Eu queria um dispositivo empacotador, só para poder desembrulhar novamente tudo o que já tenho.

É a felicidade mais barata.

26/01

Na faculdade o que não faltava era gente lesionando.

25/01

Saio mais tarde e pego o ônibus com o trajeto alterado, novamente lotado e barulhento. Chegando, uma caminhada e uma fila cuja gritaria – e vômitos – prenuncia.

A concentração desanima a permanência em algumas tendas, indicando uma saída para o hemisfério oposto, ainda habitável. No palco principal, O Surto passa em branco.

Descubro finalmente a Tenda Raízes, e uma bela apresentação cubana que ajuda a ignorar Deftones e Capital Inicial, no Mundo. O Silverchair bate ponto, sem emoção, enquanto o Red Hot Chili Peppers tem o volume sonoro reduzido – segundo uma conhecida ligada à organização, pelo receio de uma reação semelhante àquela em Woodstock, incendiária. Como resultado, um som ralo.

A volta reserva a peregrinação entre dezenas de ônibus enfileirados, lotados de gente afoita. Caminhando, chego à Avenida das Américas e encontro uma linha que pode cumprir o essencial: sair da Barra. Salto na Letras & Expressões do Leblon, fechando a tampa na Pizzaria Guanabara.

24/01

Será que o progressivo desenvolvimento dos jogos eletrônicos tende a confinar o alcance de nossa imaginação?

23/01

Trabalhar em preto e branco é mais confortável para ambos os lados. Eu definitivamente vou demorar a me adaptar – se isso acontecer – à manipulação cromática.

22/01

A entrada da Lego no segmento automotivo só reforça uma relação previsivelmente clara entre os brinquedos de cada faixa etária.

21/01

– O que é “Ser independente”?
– Depende.

20/01

Talvez chegue o dia em que eu me acostume à disparidade entre o relato e o publicado pelas entrevistas. É um duro embate entre o ego e suas pessoas.

E não cessará o estranho ruído que se dá com a idade – e, proporcionalmente, com o parentesco –, quando o assunto é tecnologia. Tudo bem que a pessoa envelhece; mas não precisa parar de ler as instruções.

19/01

A gente morre desarrumando a própria vida para tentar organizar o mundo.

Trova urbana é uma forma de micareta ecológica.

Quando vejo tanta gente relacionando bares ou restaurantes “do coração”, lembro da Majórica.

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