Quem cansa quer casar.
Home Theater carioca: às dez da noite, a digitação é interrompida pelo rugido armado, assustadoramente próximo e já cotidiano. Abandono o ambiente em busca do acúmulo de paredes, aguardando mais uma vez o intervalo.
Até quando?
A cada verão mais intenso, o previsível informe: a massa de ar quente estacionada.
Habito um pastel, com direito a azeitonas perdidas.
Desorientado pelo clima abissínio, mal aproveito a cidade. Resta procurar, pelas ruas, um toldo em kevlar.
Já fui noventa por cento designer, e hoje caminho nos cinqüenta. Aos vinte e cinco terei atingido o objetivo. Tomara.
E aquelas caçambas de cinco metros cúbicos, proliferando como penicos de Itú em qualquer calçada? Alguém arriscou e os outros copiaram, parece.
Dentre tantas, uma empresa chama a atenção: Terra Prometida.
Aplausos.
Não seria surpreendente atribuir a boa parte da histórica interferência materna, a razão de minhas tortuosas relações extramuros. É o receio da repetição, de alguém que venha a perpetuar aquele comportamento doentio, super protetor.
Queria reformatar o hipotálamo.
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