30/11

Quem cansa quer casar.

– Atenderam suspeitos de consumo de álcool e drogas após o show.
– Sobrou?

Motumbo tem órgão de tubos.

Home Theater carioca: às dez da noite, a digitação é interrompida pelo rugido armado, assustadoramente próximo e já cotidiano. Abandono o ambiente em busca do acúmulo de paredes, aguardando mais uma vez o intervalo.

Até quando?

A cada verão mais intenso, o previsível informe: a massa de ar quente estacionada.

Habito um pastel, com direito a azeitonas perdidas.

– O Senhor esteja convosco.
– E a onipresença?

Desorientado pelo clima abissínio, mal aproveito a cidade. Resta procurar, pelas ruas, um toldo em kevlar.

29/11

Já fui noventa por cento designer, e hoje caminho nos cinqüenta. Aos vinte e cinco terei atingido o objetivo. Tomara.

Motumbo não protagonizou; destacou-se como ponta.

E aquelas caçambas de cinco metros cúbicos, proliferando como penicos de Itú em qualquer calçada? Alguém arriscou e os outros copiaram, parece.

Dentre tantas, uma empresa chama a atenção: Terra Prometida.

Aplausos.

Arquitetura, Mondrian; Multidão, Picasso; Calor, Gaudi; Contexto, Dali.

Copacabana.

Elesbão e Jean Reno.

Não seria surpreendente atribuir a boa parte da histórica interferência materna, a razão de minhas tortuosas relações extramuros. É o receio da repetição, de alguém que venha a perpetuar aquele comportamento doentio, super protetor.

Queria reformatar o hipotálamo.

World Music = et cetera.

Misturar demais, você sabe, provoca diarréia.

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