
Detesto gente que busca a culpa em qualquer refeição, que reclama qual enfermo ante o prato mais recheado, que não vive o momento.
Fiz, quando garoto, um curso-arremedo de leitura dinâmica pelo colégio, com pouco ou nenhum resultado. Guardo ainda a ressalva quanto a proposta, mas uma metodologia funcional viria de acordo. Alguém conhece?
“A Polícia Civil escusa-se dizendo que não tem recursos, mas vejamos. Nas polícias ao redor do mundo, o pessoal voltado para a investigação costuma representar 15% dos efetivos. Em São Paulo, a Polícia Militar tem 85.000 homens e a civil, 35.000, perfazendo 120.000 homens. Os 35.000 policiais civis são portanto 30% do total ? O dobro do padrão mundial. Conclui-se que falta de pessoal não é o problema. Seria falta de viaturas? Os governadores costumam apresentar como grande feito a compra de viaturas. Compram um monte e aí acontece aquela cerimônia? O governador presente, os delegados, e as viaturas passando. Todas de sirene ligada. Você já viu polícia de investigação trabalhar com sirene? E com carros onde está escrito “Polícia”? Só em anedota. [O grifo é meu]“
Coronel José Vicente, para Roberto Pompeu de Toledo, Veja.

A primeira coletânea das imagens, duzentas e tantas, está pronta e numerada desde o final de 2002. Curiosamente, esta iria ao ar ontem.
É o arrepio da sincronicidade.
Para a colega:
Acabei de voltar do Chivas Jazz, muito boa programação e aquele desorientador desfile feminino. O que é isso, companheiro? Cores, formatos, cheiros, variedade que supera em desejo qualquer vitrine da Colombo. Da entrada, acreditei momentaneamente nos olhares diretos de quatro meninas na primeira mesa – um clima “Sex and the City”. O serviço de bar péssimo, como sempre. Um evento patrocinado por uísque, onde a bebida mais cara é… veja você. Valeu dividir a fila da caipirinha com o Boni, pelo inusitado. A Lou o chamou de “Bombom”? Não ouvi direito, mas nunca fiquei perto de tanto dinheiro.
Tomara que pegue.
Infelizmente não compareci aos dias seguintes, o preço pelo atraso em providenciar os ingressos. Fica a agradável e instigante descoberta do Jason Moran Trio, excelência experimental para temperar os sentidos.
Rede Globo, em nome da economia e adequação: para o próximo cenário de bordel, use os logotipos das afiliadas.
O azul escurece entre as nuvens, asfáltico e pontuado desde o terraço do escritório. A partida, a liberdade. Bem segue ao descanso a grande figura.
Siga em paz, “seu” Jamil. Adiante por aí aquele farnel da pesada, mistura sagrada como poucos – e como comem – o fazem. Ousadia das boas, das grandes figuras, não por acaso continuadas em queridas crias, como o caríssimo sócio.
Sobrando um tempo, procure soprar o nevoeiro. O senhor sabe.
Jamil Reston, * 1940 + 2003.
Não é mais novidade o episódio – um insistente boato, até que se prove – do oferecimento da marca Oi há mais de um ano, pela Wolff Olins para a recente união entre Telefónica Móviles e a Portugal Telecom. Da recusa de ambas veio o encaminhamento para a Telemar.
Esquisito é o segundo trabalho, o mesmo perfil de cliente e resultado, um serviço ao ignorante que preteriu a mão de obra nacional por um serviço rastaqüera, refugo de uma investida anterior. Pouco interessa o autor, uma brasileira dentro da estrutura inglesa, o que declararem. O resultado pesa pela existência.
E ninguém aprende, pelo visto.
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