
Quantos faltarão entender, afinal, que design não é moldura? De nada adianta uma bela ilustração, uma fonte bem escolhida e um acabamento digno, se tudo estiver solto, mal posicionado e preguiçoso. Muito do que se considera “bom” – original ou plágio – por aí, é assim.
Chega a soterrar até a incompetência.
Em um tapume do Museu Nacional de Belas Artes, consta, à mão:
Adote um artista, antes que ele vire designer.
“It’s the fastest Mac I’ve ever used in my entire life.”
Dos depoimentos sobre o G5, no site da Apple, esse é dos mais canastrões, para não dizer estúpido. Se o caboclo não puder contar com a maior velocidade de um novo modelo de computador, imagine.
Por que um cachaceiro rematado (embora talentoso: não vou negar) como o Zeca Pagodinho tem “obrigações de conduta e compostura”? Quem foi que disse que o homem que recebe os amigos à sombra de uma jaqueira, no meio de porcos, galinhas e patos, além da simpatia e da boa música, tem a obrigação de dar exemplos?
Quem falou uma besteira dessas? A conscienciazinha bossa nova? Ou ainda: por que deram tanto crédito a Zeca Pagodinho? Seria ele uma espécie de Aleph de buteco chique? O ponto onde todas as sofisticações perdidas e as culpas do Leblon, desde os anos dourados até a propaganda da Brahma, encontravam-se com a indigência de Xerém e convergiam para lugar nenhum?
Não se concorda em tudo, mas o Marcelo Mirisola produz, de fato, algumas belas observações.
Concluída mais uma etapa do Bricabraque, esta obra-em-movimento. O Saideira junta-se aos pensamentos, às fotos e aos textos – estes um tanto abandonados, ainda – com dedicação exclusiva aos vídeos, preferencialmente pessoais, experimentais e tantos mais, ainda que não-necessariamente óbvios, como convém a um log.
Sendo – imagino – uma novidade, cerco-me de cuidados relativos ao tráfego, deixando disponíveis, em princípio, apenas os trinta últimos posts. O material anterior será acondicionado offline, aguardando um dia em que nossos megabytes não mais sejam relevantes para a saúde financeira.
Curtam.

No mínimo curioso, o cartão-quebra-galho aos quarenta do segundo tempo, que atravessa países e acaba circulando em mãos que conheço, no máximo, pelo cinema.
É a ironia do design.
São quase cinqüenta anos do Pavilhão de São Cristóvão, uma das primeiras estruturas mundiais com cobertura em parabolóide-hiperbólico. É mole?
É, desde que mantenham-no desfigurado, como é hoje.
Mas que saudade do cheiro da Livraria Malasartes.
E a Leonardo da Vinci? Ainda proponho sociedade.
‘cê não acha que o Mateus Nachtergale, quando faz papel de “perturbado”, fica muito parecido com o Gollum?
Começa, hoje, É tudo verdade, marcando a estréia d’A Pessoa é para o que nasce, do camarada Roberto Berliner.
Desconheço as alterações desde as prévias de “corte”, durante o ano passado, mas garanto, no mínimo, a possibilidade de uma nova e instigante sessão, como a própria estória, e, porque não, o próprio diretor.
Sucesso!
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