24/07

Não faltariam comentários extensos, mas o resumo aponta para mais uma saborosa reunião com aquelas energias fundamentais, que só o encontro estudantil pode proporcionar.

E, Santa Maria foi abundante.

Seja pelo lançamento do livro pessoal, a oficina ou as propostas presentes à palestra – sem esquecer dos reencontros –, sobressaiu-me fundamentalmente a recuperação do combustível.

19/07

O 14º N Design promete; com a casa cheia, o clima polar e as tantas atividades do maior e melhor encontro anual da classe. De nossa parte, uma nova palestra e o já conhecido workshop de cartazes tipográficos. Uma semana esquentando o corpo, e trocando informações com tantos estudantes do país. Porreta.

Sábado que vem a gente volta.

18/07

Livro pronto, e um primeiro-lançamento previsto para Santa Maria. O fundamental é tê-lo, finalmente. Resta matar a criança e derrubar uma árvore – ou algo parecido.

Ps.: A questão do plantio, aliás, é para repor o papel?

17/07

Pós-Graduação em Animação – PUC-Rio
História da Animação – Professor Marcos Magalhães
José Bessa Nogueira Filho

Em que pesem quaisquer aspectos do processo, animar é fundamentalmente um processo dicotômico, envolvendo a maximização da escala de tempo humana para decompor e reorganizar a realidade. Definir e entender essa atividade é a chave para desvendar um trabalho instigante como o de Oskar Fischinger, denominado – em alguns casos pejorativamente – “abstrato”.

Inicialmente um estudante de violino e teoria harmônica, Fischinger encontra, na apresentação de Light-Play Opus nº1 – um colorido filme abstrato de Walther Ruttmann, sonorizado ao vivo –, a paixão pelo cinema como o canal para suas habilidades gráficas e musicais. Se tal constatação não é suficientemente clara para enxergá-lo também como precursor do videografismo, vale o entendimento de seus primeiros filmes, nos anos 20, onde a busca pelo rompimento formal o leva ao trabalho com cera e múltiplas projeções.

Temporariamente imobilizado pelo tornozelo quebrado durante uma filmagem para Fritz Lang em 1929, e com a interrupção das produções de Ruttmann, Fischinger dá início à experimentação com formas básicas em quase duas dezenas de estudos a carvão, cuja dinâmica visual e a sincronização projetam-no internacionalmente. Mesmo com a ascensão Nazista e o conseqüente repúdio governamental às manifestações modernas, opta por contornar a limitação com a produção publicitária, desenvolvendo também, paralelamente, um segundo filme colorido, vencedor da Feira Mundial de Bruxelas, e responsável pelo convite para trabalhar nos EUA em 1936.

A temporada americana representa o conflito entre sua liberdade artística e as determinantes de mercado, as diretrizes econômicas e de marketing do que viria a ser a indústria do entretenimento. Mesmo em seguida, sob a tutela da Fundação Guggenheim, continua sem perspectiva para o trabalho autoral, tendo sua plenitudade comprometida até o falecimento.

O entendimento musical como um processo análogo à animação palpável – a orquestração e a divisão escalar dos intrumentos, sua programação e apresentação como protagonista –, é determinante para o desenvolvimento audiovisual contemporâneo. A potencialização dos processos sensoriais tem, em Oskar Fischinger, um manancial que ainda hoje pouco reverbera, apesar das possibilidades tecnológicas que levam alguns princípios temporais para o grande público, como os aparatos de comunicação pessoal – Internet, telefonia celular etc. – que possibilitam alcance e descentralização de forma inédita.

Assimilar Oskar Fischinger é estabelecer novas bases de alfabetização multimídia.

– Tomara que ela não apareça hoje, senão vou ficar perturbado.
– Quem é?
– Pero Vaz Caminha diria: “Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu, as tais coxas grossas, torneadas, terminando no bumbum em pêra, espantosamente roliço, convidativo como aquele sorriso. Ah, sim, descobrimos também uma nova terra.”.

16/07

Seria bom pode culpar o reflexo, não fosse o espelho, direto.

15/07

Que tal o adesivo:

Eu sobrevivi à vinheta do CCBB. ?

É provável que soe como falha técnica em Peso Morto, a aparição eventual e ligeira de uma personagem ao fundo. É assim mesmo.

Ugo sem H é um Méson-Pi, cuja fisionomia sugere César Lattes, brasileiro participante de sua identificação há quase sessenta anos.

14/07

Eu prefiro falar no singular. Sempre.

Confio mais em elogio de estranhos.

O resto é estranho elogio.

13/07

Recebi a Trip com o tal ensaio coletivo, onde um mal entendido rendeu a polêmica diante de minha recusa em ser fotografado como vitrine para as roupas. Respeito, por favor.

Como norma, prefiro aparecer através de um trabalho: o meu.

11/07

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