31/03

No edifício em Botafogo, a câmera de segurança dentro de uma gaiola.

Nesse mundo, nada se cria; tudo ganha prêmio, anuário e tapinha dos colegas.

30/03

O que seria, afinal, a tal “educação”?

A mecânica do cumprimento? O ritual de perguntas e saudações, os tais gracejos do manual social? E quantos os seguem como Poodles treinados, senão a maioria? É isso a que se referem?

Que não se entenda a controvérsia como um repúdio ao trato alheio, mas a necessidade de escolha onde se faça sincera a abordagem, como quando levantei o desagrado no cumprimento daqueles de convívio cotidiano – o desperdício verbal em nome da falsa moral.

Aos que ainda insistem na tolice, ou que me relatam aos ouvidos alheios, por favor, respeitem-me. Respeitem-se. Isso é ser educado e pleno em seus atos.

Com a palavra, o nobre Laerte:
– “Bom dia.”
– “Prove.”

29/03

O negro-de-fumo é obtido do resíduo aromático, produto resultante do craqueamento de petróleo – o fornecimento de resíduo aromático de pirólise (…)
Patrick Cruz, em artigo do dia 9 de março para o Valor Econômico.

Poluída é a mente.

E quando a baixa qualidade é o anzol? Não aquela provocativa e planejada, mas a simplória, o original, que no caso de um blog pode exercer o estranho fascínio que implique em visitas regulares, quase que em peregrinação antropológica?

É o direito inalienável ao roteiro trash de cada um.

28/03

Se há um misto de paciência e metodologia para manter atualizados blog e fotolog,
a determinação sublinha a manutenção do videolog – fora a minha eterna disposição nerd.

E o suor vale, como prova o Saideira em seu primeiro ano.

E a Record, em processo de aquisição dos estúdios do Renato Aragão, próximos ao Projac?

Provérbio.

27/03

Você acredita que o tamanho de uma empresa é proporcional à perniciosidade?

Porque é assim que as pessoas reagem.

26/03

Eu detesto essa lerdeza de quem toma e engarrafa a calçada.

Não avise que você lê, senão ele pode mudar o jeito de escrever.

25/03

Eu queria reproduzir essa campanha dos quarenta anos da Globo, com os artistas recitando letras de trash metal.

A revista Projeto Design deu um belo destaque à Visorama no especial sobre a produção carioca, apresentando um texto simples e majoritariamente correto, salvo o pequeno espaço para a figura do terceiro sócio, Mateus Moretto – o Dean Martin do design norte-fluminense. É compreensível que o histórico de divulgação da dupla propicie o engano, mas não se pode cometer a injustiça de menosprezar outros integrantes do escritório atual.

O nobre rapaz merece todas as honras que cabem ao escritório.

No andar das coisas, meus pais proporcionam muito mais lembranças ruins, que boas. É a contagem.

O resto da família, então, não faz cosquinha.

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