Cirque du Soleil é coisa de pobre.
A triste ironia social constata: favela em morro; morro em favela.
Inaugura-se, aí, a Poesia de Alvenaria.
© O DIA

Forte Apache? G.I. Joe?
O DIA, 23 de Junho: Adorado pela polícia, para quem é sinônimo de proteção, e odiado pelos bandidos, que o têm como um alvo a ser destruído, o Caveirão virou motivo de inspiração e conseqüente fonte de renda de um jovem autista. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, W.L., 26 anos, faz réplicas do veículo blindado da PM há cerca de um ano. Nesse período, já vendeu mais de 50 exemplares só para homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Veículo autista, em parte.
É bonitinho, vá. Dá vontade de colocar motor.
Só motor.
Aconteceu, eu vi; e, enfim, bem feito. Vale para confirmar aquela já histórica – e óbvia – denúncia do Lulu Santos, quando repreendeu com justeza esse maldito hábito que o Fausto Silva tem, atropelando convidados e músicas, misturando locução FM e AM da pior espécie. É de corar seus concorrentes.
E haja corrente.
Ainda verei, diante da indagação jornalística, o premiado:
– Foi sorte, mesmo.
Há quem ame pechinchar, enquanto maldigo valores incoerentes, segundo a circunstância e a cara do freguês. Em via imobiliária, então, fica particularmente irritante “ouvir 10 e contrapropor 6, para fechar por 8″. Que saco, esse teatro.
Essa concentração de serviços no iPhone é uma aposta na adequação do usuário a uma interface que requer certa precisão, diante de uma tela tão pequena. Crianças e anões, sirvam-se: não duvidaria de algum futuro apetrecho avulso para dar precisão aos dedos adultos.
Apesar do cromado e do excesso de cores na interface, a impressão é melhor, afinal, após o vídeo explicativo.
Que as favelas incham mais que o Maradona, todo carioca sabe. Fora as que pipocam a cada encosta ou margem. Mas os tempos mudam, e, talvez, as causas.
Ainda vale apostar no fluxo migratório nacional, ou já se consolida o deslocamento entre os diferentes perfis econômicos de cada favela? Podem ser ambos. Devem.
Some o governo, então, e deixe ferver.
Ps.: Se bem que “somar”, aqui, está mais para “sumir”.
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