26/06

A agenda social volta a perseguir:

– Pois que eu encontrei o Fulano
– Ai, odeio ele.

E o quico?

25/06

Bem lembrado, há uma gelada em casa.

Tudo muda o tempo todo.

É só reparar. Em todos os sentidos.

“Escola da vida” é uma expressão d.e.f.o.d.e.r .

– Não posso desafiá-lo, você é capaz de encarar qualquer uma. Homem de coragem, cabra macho.
– Que exagero. Foi-se o tempo – que nem foi ruim, apesar de alguns registros que provocam o riso nervoso.
– Acho bacana, sabe? Pegar essas…
– Segundo um colega, rende pontos com Deus.
– Então, você tem um puxadinho garantido no Paraíso.
– Não foi planejado, até porque não há mulheres belíssimas interessadas.
– Não ficou porque não quis! Nem vem!
– Qual?
– Você já dispensou várias mulheres bonitas, é só lembrar dos eventos de design.
– Mas, hem? Nada foi provado.
– Mulheres cheias de oitavas intenções.
Cuma? Mentira.
– Isto posto, você quer dizer que só mulher feia te canta, é?
– Bom, não chega a tanto.
– Caralho. Desculpa, não costumo xingar, mas… Puta que pariu, agora vou fazer análise. Não, melhor psiquiatria. Depois vou me perguntar “Como fui dar em cima desse homem, meu Deus???” Agora eu não sei mais o que escrever. É o choque.
– Você deu em cima de mim? Quando? Nem vem!
– Vou sim! Nem dizendo isso, você se safa!
– Isso é invenção.
– Lembra do encontro de design, em São Paulo?
– Aquele antigo, onde nos conhecemos?
– Eu saí de lá super a fim de você.
– Ah, pára.
– Verdade! Sério. Fiquei um tempão sem saber como te procurar, achava ridículo chamar do nada, sem papo. Meses depois, escrevi e começamos a conversar pela Internet… Eu estava ainda mais a fim.
– Bom, eu realmente devo ser o Marechal do Autismo, porque jamais imaginei.
– Mas você não deu a menor bola, e depois apareceu o Fulano, e eu achei melhor investir em alguém que correspondesse. Na verdade, achei que a essa altura você estivesse careca de saber.
– Calvo, quase, mas não disso.
– Hahahahaha sei…
– Eu realmente não percebi.
– E os nossos papos pelo telefone, onde eu contava a minha vida?
– Eu demoro muito a acreditar que alguém está interessado em mim, mas nesse caso nem passou pela cabeça. Não houve espaço para cogitar.
– Cheguei à óbvia conclusão que eu não era seu tipo. Ainda tive uma recaída mais tarde, e depois sepultei.
– Quando?
– Lembra quando eu fui ao Rio, e passei uma tarde com você, ajudando na salinha?
– Ali?
– Ali, eu tive a recaída.
– É, eu realmente sou insensível.
– E fiquei morta de vergonha. Achei que você sabia de tudo, mas estava gentilmente evitando.
– É inevitável pensar, diante disso, em todas situações prováveis.
– Uma hora, por causa do barulho no metrô, você chegou perto para falar alguma coisa, e eu achei que a gente ia se beijar! Hahahahaha olha que podre! Quando saímos da estação, você perguntou se eu estava bem hahahahaha, e eu querendo morrer!!!
– Momento Seinfeld!
– Vendo agora o meu desespero, é muito engraçado.
– Não˜fãz˜iã ˜i˜déiá,´reálménte… Ops, o teclado teve um ataque epilético.
– O teclado está sendo sensivel, nem parece o dono. Ainda nessa viagem, quando estávamos na Gávea, eu abracei você por causa do frio, e você se desvencilhou. Fiquei morrendo de vergonha!
– Jamais imaginei.
– Imaginou, sim! Mas eu sou velha, “somente bonitinha” na melhor das hipóteses.
– Prazer, José Constanza.

24/06

“Preço Brasil” é pleonasmo.

O que leva alguém a socializar em frente ao bufê?

– O cara ama churrasco, não entende essa nossa observação.
– Errado é você, que ainda tenta explicar.
– E ele fala com a boca meio fechada, já reparou? Os dentes travados.
– ‘tá mastigando.
– HUAAAAAAAAAAAAAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA

Enquanto a Primus ironiza a ignorância de seu consumidor, a Skol o apresenta como a cobaia de laboratório.

Bem.

23/06

Tantos meses sem usar o Last.fm, e a reprimenda.

É complicado optar entre a manutenção de uma estrutura política em função de pequenos projetos positivos, e a mudança que geralmente implica em ruptura completa, tendendo a repetir a tal meia dúzia de acertos em qualquer área. É caso de exame.

Num pote transparente.

– Ficar sozinho é ótimo, mas passar o tempo todo é um problema. Adoro ir ao cinema só, mas sinto falta do comentário ao final. Adoro almoçar sozinha, mas, quando a comida é muito boa, quero compartilhar.
– E vivo sozinho quase todo o tempo, passando horas sem me ouvir, inclusive.
– Você não sente falta dessas coisas?
– Às vezes. É que eu estou tão acostumado a não depender de outros para definir uma programação, que acabo estranhando muitas vezes a companhia, essa quebra da liberdade.
– Agora eu me dei conta de que passo algumas horas sem escutar a minha voz, somente o som do teclado.
– Mas é claro que uma boa companhia é fundamental. É questão de conciliar. Lamento mais a ausência de quem tenha afinidade, uma programação parecida e que fuja, quando possível, do clichê etílico.
– Essa parte da companhia é chata, realmente. Aquele povo que fica enrolando para sair, que diz “mais tarde eu te ligo para combinar”.
– Pois é, eu convivo com extremos da impontualidade, e evito qualquer programa com essas pessoas.
– Mas há quem não minta, quem saiba que é assim.
– Isso não resolve, porque é nítida a falta de esforço para resolver algo. Acho um desrespeito você pressupor – ainda que inconscientemente – que os outros estão à disposição.
– Eu entendo, mas tem gente que não faz por mal, é desligada.
– Como eu disse, isso independe, já que a premissa é justamente a morte anunciada, que no meu entender só pode sinalizar com o desrespeito. Agora, se tiver de sair com alguém assim, não altero a minha programação por conta. Atrasando, eu deixo sozinho no local combinado. Veja bem, eu atraso, muita gente atrasa, mas há extremos, e todo mundo sabe quem são. É currículo.

Veja que belo início teríamos no Pan, se convocados os esquadrões Blue Angels, Cruz del Sur, Halcones e Thunderbirds, culminando, naturalmente, com a Esquadrilha da Fumaça.

Memorável, creia.

22/06

Eu odeio detestar gente competente.

21/06

“Providencie uma foto para o anúncio.”

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