31/07

William Waack e Donald Fagen.

Ela, que já é linda e simpática, reaparece num abraço que exaure os pulmões; para que eu saia trôpego, procurando pelo pensamento em um sorriso bobo como só o bom sorriso pode ser.

Maldade, isso.

Foto em mesa de restaurante é coisa de pobre.

Outra que eu não sei, é o sorriso encomendado, fotográfico e receptivo, onde esboço caretas numa tal desarticulação que distancia a própria face e constrange os dois lados. Os álbuns de colégio comprovam.

Mas eu sei da necessidade social, principalmente quando o cliente encara o orçamento.

30/07

Ao deparar-me com a passagem anual pelo Bracarense, revejo o mito.

Não será uma serpentina especial, um copo cristalino ou a destreza do tirador a livrar-nos da Brahma – e, a bem da verdade, das papilas congeladas. Os salgados cumprirão tabela, destacando-se pelo demérito alheio, enquanto a freqüência pulará das páginas d’O Globo para requentar a Guanabara. Passo.

Não é prazer, mas figuração.

– Já falei que você é o caso típico de “Deus não dá asas a cobra”. Se você soubesse usar para o mal o seu jeito de atrair mulheres…
– Meu jeito?
– É. É natural, mas você não bota muita fé, e é isso que salva.

Agora que a Telemar assume-se Oi, flagro uma fachada com a marca tridimensional, excessivamente arredondada. É difícil imaginar que o designer tenha concebido essa versão “Flintstone”.

Como é fácil estragar.

O Sambódromo é um estádio por extenso.

29/07

– É ela.
– Taco?
– Nemfo.

Em torcida, o brasileiro acha que tudo é futebol.

Fabiana Murer e Maurren Maggi: saúde pura.

O “Thriller” dos presidiários filipinos perde para o dos atletas cubanos.

28/07

Viva essa elegia?

Mas encaro a chuva, o frio e a preguiça, começando pelo ônibus da integração com o metrô, cujo motorista se anuncia:

– Prezados criente

As grandes filas andam, enquanto penso na competição de hipotermia ao lado.

E são intermináveis escalas – ou “estações”, o eufemismo da concessionária –, cumprindo em quase duas horas e meia o que a prudência traduzira em duas, penitenciando-me com o primeiro dos quatro tempos de Brasil vs. Uruguai.

É uma sensação de Playstation, esse desábito com o basquete ao vivo. Mas a idéia é conhecer a bela Arena, aproveitando a rara oportunidade esportiva.

Vitória, e corrida para o precário serviço de alimentação entregue ao Bob’s e ao KFC. Hora de conferir a sinalização criticada em fotos, e que ao vivo melhora, excetuando alguns kernings malditos.

Não perguntar, ofende. É comigo?

Apesar dos reservas dos reservas, não há curiosidade maior do que EUA vs. Ilhas Virgens, um pequeno couvert de NBA para completar a jornada.

Como se a vaia fosse o problema…

O comentário final vem do motorista que retorna à Estação – real – Siqueira Campos:

– Mudou tudo. Agora não tem mais essa de motorista, é condutor; não é trocador, mas bilheteiro; e passageiro virou cliente.

E pouco depois:

– Estação Lebron

Desde que afinal tomaram rumos distintos – aos 72, mesmo, que nunca é tarde –, meus pais vêm municiando um novo episódio deste manual familiar, cuja serventia, se digerida, pode me render boa perfomance pessoal no futuro. Aprender da cochia, é outra coisa.

“Dar a dimensão real” é restringir-se à própria régua.

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