Sempre apostei na percepção crua do usuário, mas a experiência demonstrou que determinadas situações pedem uma guia para o espectador distante, desde que evitando a bula criativa.
Marcada pela irregularidade, a dublagem nacional d’Os Simpsons honra seu histórico na estréia do primeiro longa-metragem, segundo alguém próximo. Uma pendência junto à Fox afastou a voz responsável por Homer, que chegou a gravar somente o trailer. Está feita a confusão.
Se bem ouvi um episódio recente, a mudança promete incomodar.
Do que acompanhei neste último decênio, tudo aponta para uma assombrosa confusão entre o design e ilustração. Vídeo, impresso; nada escapa.
Só a razão.
– Ah, você não sabe da última que aprontaram. Um paciente precisava fazer um exame invasivo cardíaco em outro hospital, e mandaram a pessoa errada!
– Eita.
– Abriram o peito do sujeito e tiraram uma biópsia do miocárdio. E ele estava internado por pedras na vesícula!
– Realmente…
– Aí é que a coisa fica linda: ACHARAM UM PROBLEMA NO EXAME DELE!
– Bom, eu já não sei o que concluir.
– O mundo é louco, é só isso o que eu digo.
Mas eu gosto mesmo é de gente com cinco, dez ou quinze anos a mais, e o discurso “no meu tempo…” para quaisquer situações pessoais e profissionais.
Esclerose infantil.
Embasada ou não, a leitura que se tem de problemas no Rio de Janeiro e São Paulo refere-se, respectivamente, a decadência e crescimento.
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