Que estas linhas registrem meu lamento pela graciosa menina que ousou operar o nariz, justamente o que lhe acentuava o sabor.
Ah, travessura escultórica.
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30/11
Que estas linhas registrem meu lamento pela graciosa menina que ousou operar o nariz, justamente o que lhe acentuava o sabor. Ah, travessura escultórica. 29/11
28/11
Fui um aluno costumeiramente salvo pela recuperação, e lembrado apenas durante a Feira de Ciências. Matei minhas únicas aulas durante o ginásio, refugiado nos almanaques da biblioteca e no planejamento de alguns eventos musicais. De certo modo, apareci mais fora de sala. Ainda bem. Diz a médica: – Você é a diversão policlínica multidisciplinar de Asclepíades. Vai para o currículo. 27/11
Eis que, a até então desconhecida responsável pelo projeto, desde sempre execrada e sublinhada pela grosseria a terceiros, resolve aparecer quando a noite e o ânimo baixam. Pois ela entra desarrumada, num sorriso desencontrado como o próprio olhar inocente. E daqui, o tesão no teto. 26/11
Olhando a prateleira de filmes, ouço do balcão da locadora: – ‘tá vendo ele? Drama. E há quem prefira divã. Posto que boate liga-se a boceta pela etimologia, todo empresário noturno é um lexicógrafo praticante. 25/11
A julgar pela notícia da roda gigante provisória no Forte de Copacabana, soa melhor, como sempre desconfiei, macaquear o Reino Unido. Daqui a pouco, alguma telefônica batiza. Sempre que o terceirizado se impressiona, temo que o cotidiano esteja confundindo nosso estresse com a experiência. Quero desacostumar. 24/11
E há o queixo, por cujas linhas correm as bases do indicador, enquanto os dedos buscam, ameaçam e chegam à nuca; e os polegares pela face, em suas maçãs e em leve massagem. E então, rosto a rosto, a fragrância. 23/11
© Globo.com Se nossas mazelas carecem de particularidade – apesar do conformismo retórico –, fica por vezes a impressão de um talento brasileiro para extrapolar e azedar a “jambalaya social”; ou, para ser preciso, mulambizar. E, longe de fazer pouco das vítimas da violência, mas aproveitando o contexto: – O torcedor teve morte cerebral. Humor (rubro) negro. |
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