31/08

A declaração de Maurren Maggi sobre as atletas brasileiras na Vila Olímpica só confirma o exercício de observação televisiva: Se alguma representante estrangeira nos derruba com seu improvável semblante, não nos furtamos a levantar a bandeira – aqui, sem acepções de segunda linha –, quando o foco se dá naquelas malhas justas, de poucas dobras e sobras dos uniformes nacionais. É informação para desnortear o incauto e inflamar o hino.

Se há lamento com a obra, é o da restrição dos cartões de crédito, evitando, pela própria dimensão dos gastos, um reflexo benéfico em qualquer programa de recompensas. É um daqueles detalhes em que o Brasil honra a fama.

30/08

A tecnologia corre por fora no Mundo, enquanto o Brasil restringe determinados acessos a telefones fixos.

29/08

Basta uma sessão de shiatsu para a carência explodir em palavras a esmo, balbuciando um agradecimento ao cosmo, e, em particular, à terapeuta.

Meus heróis morreram de glicose.

28/08

Com aço proveniente do World Trade Center, o USS New York (LPD 21), quinta unidade da classe de navios anfíbios San Antonio, é mais uma prova que o mau gosto não afunda.

A demanda que preenche os crescentes e numerosos cursos de design salta aos olhos, no decorrer de seus egressos, como um contingente voltado para a ilustração e manipulação imagética – em muitos casos, exclusivamente voltados aos efeitos especiais.

Se é uma guinada contemporânea do estudo, havemos de questionar junto aos novos, sustentando os aspectos básicos de projetação.

27/08

Tradicionalmente afobado, vejo no processo do apartamento um exercício pessoal dos mais dolorosos.

Se a dor não é só muscular, é por falta de quem abraçar.

26/08

– Que sujeira é essa?
– Faltou luz.

– Anote tudo o que comer.
– E acrescente LER.

25/08

Carrie Bradshaw não desconfia, mas suas amigas podem reeditar Dorotéia, Judicéia e a prima Zuleica – as irmãs Cajazeiras.

A pequenez tantas vezes atribuída à coerência pode revelar em verdade – e em alto grau –, a superficialidade.

24/08

Nosso complexo de vira-lata não tarda, e a derrota para o vôlei masculino dos EUA leva às mais criativas teorias, com especial desinteresse pelo projeto de longo prazo estabelecido no País que malversa toda e qualquer possibilidade de conservação. É mais interessante ater-se a fofocas e à audiência do – este, sim – inútil jornalismo esportivo.

Repito: “Ele foi um brasileiro exemplar” é elogio?

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