20/02

A pretensão do acaso sinaliza ao reproduzir as posições da semana anterior em uma prosaica fila de pães. Ali, sob a monotonia do cotidiano o assunto se fecha em suas neutras roupas, como também na face terracota e os castanhos que repicam em suaves carícias sobre o pescoço. Os olhos claros desconversam como que observados, nos poucos instantes que se prestam a grafar pensamentos do acanhado vizinho.

Novos matizes sinalizam em seus olhos. A hora do dia é a mesma; a luz, cotidiana como o ambiente. Mas acontece de percebê-los em profundidade, como gemas num escuro profundo por onde o improvável topa.

Os tons, esses e os já conhecidos; todos aninham-se com os arredores pálidos das órbitas, ou mesmo o rosa moreno que o sol imprime nas bochechas. Suas paletas.

Há cores demais nela.

 

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