25/06

– Não posso desafiá-lo, você é capaz de encarar qualquer uma. Homem de coragem, cabra macho.
– Que exagero. Foi-se o tempo – que nem foi ruim, apesar de alguns registros que provocam o riso nervoso.
– Acho bacana, sabe? Pegar essas…
– Segundo um colega, rende pontos com Deus.
– Então, você tem um puxadinho garantido no Paraíso.
– Não foi planejado, até porque não há mulheres belíssimas interessadas.
– Não ficou porque não quis! Nem vem!
– Qual?
– Você já dispensou várias mulheres bonitas, é só lembrar dos eventos de design.
– Mas, hem? Nada foi provado.
– Mulheres cheias de oitavas intenções.
Cuma? Mentira.
– Isto posto, você quer dizer que só mulher feia te canta, é?
– Bom, não chega a tanto.
– Caralho. Desculpa, não costumo xingar, mas… Puta que pariu, agora vou fazer análise. Não, melhor psiquiatria. Depois vou me perguntar “Como fui dar em cima desse homem, meu Deus???” Agora eu não sei mais o que escrever. É o choque.
– Você deu em cima de mim? Quando? Nem vem!
– Vou sim! Nem dizendo isso, você se safa!
– Isso é invenção.
– Lembra do encontro de design, em São Paulo?
– Aquele antigo, onde nos conhecemos?
– Eu saí de lá super a fim de você.
– Ah, pára.
– Verdade! Sério. Fiquei um tempão sem saber como te procurar, achava ridículo chamar do nada, sem papo. Meses depois, escrevi e começamos a conversar pela Internet… Eu estava ainda mais a fim.
– Bom, eu realmente devo ser o Marechal do Autismo, porque jamais imaginei.
– Mas você não deu a menor bola, e depois apareceu o Fulano, e eu achei melhor investir em alguém que correspondesse. Na verdade, achei que a essa altura você estivesse careca de saber.
– Calvo, quase, mas não disso.
– Hahahahaha sei…
– Eu realmente não percebi.
– E os nossos papos pelo telefone, onde eu contava a minha vida?
– Eu demoro muito a acreditar que alguém está interessado em mim, mas nesse caso nem passou pela cabeça. Não houve espaço para cogitar.
– Cheguei à óbvia conclusão que eu não era seu tipo. Ainda tive uma recaída mais tarde, e depois sepultei.
– Quando?
– Lembra quando eu fui ao Rio, e passei uma tarde com você, ajudando na salinha?
– Ali?
– Ali, eu tive a recaída.
– É, eu realmente sou insensível.
– E fiquei morta de vergonha. Achei que você sabia de tudo, mas estava gentilmente evitando.
– É inevitável pensar, diante disso, em todas situações prováveis.
– Uma hora, por causa do barulho no metrô, você chegou perto para falar alguma coisa, e eu achei que a gente ia se beijar! Hahahahaha olha que podre! Quando saímos da estação, você perguntou se eu estava bem hahahahaha, e eu querendo morrer!!!
– Momento Seinfeld!
– Vendo agora o meu desespero, é muito engraçado.
– Não˜fãz˜iã ˜i˜déiá,´reálménte… Ops, o teclado teve um ataque epilético.
– O teclado está sendo sensivel, nem parece o dono. Ainda nessa viagem, quando estávamos na Gávea, eu abracei você por causa do frio, e você se desvencilhou. Fiquei morrendo de vergonha!
– Jamais imaginei.
– Imaginou, sim! Mas eu sou velha, “somente bonitinha” na melhor das hipóteses.
– Prazer, José Constanza.

COMENTÁRIOS

Já aguardando outras manifestações do gênero…

Elesbão - 25.06.07 - 9:14 pm

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HAHAHAHAHAH, eu tive a quem puxar.

Liv - 25.06.07 - 10:47 pm

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Só para deixar claro: eu não tou te dando mole!

BP - 26.06.07 - 3:49 am

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Frau Cintra - 26.06.07 - 9:42 am

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