31/05

– Nossa relação saiu arranhada.
– Com polimento, sai.

A negativa excessiva, confirma.

Sucesso é vertigem?

30/05

A porta, já fechada, revelava estantes e livros em lugar do botequim.

Há sempre espaço para mais um prazer.

As respostas seguem nascendo, enquanto a gente pergunta o irrelevante.

– Você é designer?
– Estou.

29/05

Rock in Rio – Lisboa, a música da padaria.

– E deixam esse recado no site: “We Miss You, 4ever!”. Deve ter Internet no além! Posso morrer tranqüila.
Wi-Fi.
– No Inferno deve ser discada, com modem de 2400 bps.
– Eu já diagramei para videotexto, a 1200/75 bps.
– Delícia…
– Dava para acessar o Banerj, ou seja, era o Inferno.

A não-sociabilidade pode relevar o que há de sincero e objetivo. O mundo não é um bufê de pessoas.

28/05

Não chega a soar estranho o veto a Peso Morto, considerando a percepção desses mais de dez anos de Festival. Priorizar a técnica em nada ajuda a qualidade final, mesmo advogando em prol de um estímulo à profissionalização dos produtores. A lacuna é clara para quem se dispõe a observar: menosprezar o roteiro é corroborar o vazio, a beleza plástica e inócua que já engorda todo o meio audiovisual planetário. E quando um evento querido passa o cheque, ele sustenta o vício.

Submetemos 52 episódios de Peso Morto ao Anima Mundi. Todos recusados.

Submetemos ao Guiness.

Vaiamos a nossa própria verdade, para aplaudir a mentira alheia. Toda a vida.

27/05

– É uma oportunidade para abrir portas.
– Ascensorista?

“Parabéns pra você” em restaurante.

Deus continua testando a gente.

Repito, logo repito.

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