29/03

Rumo para a terra do Dendê, onde permanecerei até o despertar do dia cinco. Sem estresse e cobranças por alguns dias, a primeira pausa de trabalho em seis anos. Não é suficiente, mas abre terreno para alguma fuga espetacular no segundo semestre. Europa? Caribe? Maricá? Cubatão? ‘tô dentro.

Da série Grandes desculpas da humanidade:

“O atraso se deve a um problema com o servidor de e-mails.”

Barney agradece efusivamente aos vizinhos pela manifestação de carinho. Latidos e lambidas a todos, combinemos assim. O “Bonzo” fica por conta.

27/03

Motumbo, um mito. Ou um metro.

Lembrei o porquê do afastamento das lojas de CDs. É a mesma razão pela qual regulo as passagens por livrarias. Escandalizo.

Seis CDs rompem o jejum traduzido em 24 GB de mp3, reequilibrando a balança e permitindo novas pesquisas nas revendas de outrora. Afinal, capa e encarte são fundamentais para este humilde audiófilo.

Por ordem:

Os Cobras – O LP (1963)
Milton Banana, Tenório Jr, Raulzinho, Zezinho e Hamilton Cruz gravaram essa suntuosa coletânea do samba-jazz com a participação de Paulo Moura e J.T. Meireles. Um prato chique, bem temperado, fundamental em qualquer prateleira.

Raulzinho – À vontade mesmo (1965)
O primeiro trabalho-solo de Raul de Souza, um dos melhores trombonistas que esse planeta presenciou. A companhia de César Mariano no piano, Clayber no baixo e Airto Moreira na bateria, reverbera o suíngue virtuoso e técnico como poucas vezes se viu. É gratificante ter acesso novamente a um talento aclamado por Cannonball Adderley, Jack DeJohnette, Sonny Rollins, George Duke, Toninho Orta, Lisa Ono, João Donato, Tom Jobim, Stanley Clarke, entre outros. Não é qualquer um que se torna um verbete da “Encyclopedia of Jazz in The Seventies”. Tome nota.

O Trio 3-D Convida (1965)
Durante a segunda fase da Bossa nova, a “febre dos trios” trouxe luz sobre uma geração de grandes instrumentistas que reinava no Beco das Garrafas. Com Antônio Adolfo não foi diferente. Seu belo piano encontrou respaldo na bateria de Nelson Serra, e no contrabaixo aveludado de Carlos Monjardim. O título entrega a participação luxuosa de feras como Raul de Souza, Maciel, Paulo Moura, Meirelles e Eumir Deodato.

Ed Motta – Entre e ouça (1992)
Antes que se completasse dez anos de uma busca particular, a Warner disponibilizou em CD o polêmico – e fantástico – disco do Eduardo. Boa música, experimentação dosada e consistente com o parceiro Bombom. Devidamente incrementada por bonus tracks ao vivo em Paris, a bolacha remasterizada preencheu uma lacuna importante em minha CDteca.

Raphael Rabello & Déo Rian (1996)
Ainda que não seja o mais conhecido registro do saudoso, o doce repertório acaricia as sensações do ambiente. “Deus está nos detalhes.”, bem dizia o famoso arquiteto. Raphael, o anjo, é a prova.

Ed Motta – Dwitza (2002)
Exaustivamente comentado, não requer novos elogios. Destaque para a gravação crua, sem recursos, como propriamente alerta o anfitrião no encarte: “Para manter a sonoridade natural e dinâmica dos instrumentos e vozes, no processo de gravação, mixagem e masterização deste álbum não foram utilizados sistemas de reverberação, equalização e compressão digitais. Portanto é recomendável que se aumente o volume do aparelho de som.” Coisa fina, rapaz.

Richard Clayderman e Mark Hammil.

26/03

Nem toda criança é uma cápsula de idoso.

25/03

Deprime intensamente ver o Barney abatido pela anestesia geral, mas a pequena intervenção na orelha foi completada com sucesso.

23/03

a) Yasser Arafat, Colin Powel e George W. Bush.
b) Carlos Alberto de Nóbrega, Vera Verão e a Velha Surda.
c) José Sarney, Roseana e Zequinha Sarney.
d) Tio Barnabé, Tia Anastácia e Dona Benta.
e) Sílvio Santos, Roque e Lombardi.
f) Washington Olivetto, Sebastian e Giselle Bündchen.
g) Danny DeVito, Will Smith e Dan Akroyd (Conehead).

Adesivo da semana, diretamente da Saara:

“Não perca essa promoção! Vossê pede fiado, e recebe um ´não´.”

22/03

Camisa: Vira esse SEND pra lá

Sono io, ritornato. Bienal meia-boca, escolha fraca e ritual questionável – sem qualquer recalque pela não-premiação da multimedia, é bom frisar. Refiro-me ao conjunto da obra, ou da obrada no belo pavilhão do Sesc. O espaço é mal aproveitado, e bem comportaria uma exibição frondosa dos associados. Ficam todos espremidos nas vitrines, como em uma Tok-Stock.

A bela hora fica com o encontro dos poucos colegas queridos no decorrer do evento. Boas idéias, propostas jogadas ao som das taças de plástico, ao repique dos acepipes que clamam no estômago poucas horas depois. O saldo é positivo, ainda que fraco.

De resto, boas visitas, a inigualável hospitalidade de messiê Heinar e mileide Lu3, comes, bebes, bebes e bebes. Por economia, fomos e voltamos de ônibus-aéreo. Faz parte.

17/03

Falta a publicação Chiliques e Famosos.

16/03

15/03

E se nossa existência fosse um arremedo de situações mal resolvidas e sem perspectiva de intercâmbio de valor? Estaríamos sob holofotes.

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