28/01

Do pescoço ao redor, e nos arredores, pormenores.

26/01

Os tantos predicados que ela insinua convergem para insuspeitos olhares de observações cotidianas. Não há, como em qualquer momento especial, o especial momento; são das nuances cíclicas e da sutileza cotidiana a real expressão daquilo que se julga a verdade da vida.

22/01

Embebido em lábios, o sorriso recorta o panorama em busca do momento ideal.

17/01

A espera incondicional do restaurante não anteviu duas das moças em rumo contrário; havendo quanto à segunda, morena executiva, o despertar da atenção quando do cruzar de vistas em instantes além-relógio. O fio dos olhos, o flerte insinuado em discreta atenção maliciosa no passar-além; foram esses e tantos outros os instintos disparados pelo que de mais claro se esconde no escuro do cristalino.

29/12

Sobre incontáveis histórias iluminadas pelo cinema, famílias ou amigos, amantes; relações imprimem-se pelo que nos define essa sintonia, muitas vezes tênue, amorfa e surpreendente como o vento que uiva por entre as brechas.

Há, ainda assim, quanto ao poder dos sabores e comidas como que o suspiro em uníssono, o não-verbal e tão humano reconciliar das experiências pelo paladar. São nossas histórias, contos dos quais nos apoderamos por temperos e intensidades que reverberam pelos poros, tensionam músculos e irrigam olhos e memórias.

Talvez seja esse o apelo, então, sucessivo; aquele que me joga às lágrimas diante de toda vivência alimentar. Dos cantos aos tantos.

21/09

Como um rascunho certeiro, a feminilidade resume-se muitas vezes à intervenção preciosa sobre o vazio.

4/09

Um convite irrompe a timidez masculina, para despertar aquela risada que sopra nuvens.

A mão sob o queixo, o semblante atento desenhando o sorriso. O reflexo na tela do filme compartilhado trai a moça na fuga do olhar alheio.

28/08

Por entre atribuições diversas do cotidiano a mente persevera às vezes violentamente, entre vertigens de um desejo sem nome, ou prado sem boi. Reféns dos pensamentos que violentamente jogam contra os poréns, afunilamo-nos.

6/08

Desejos são aspas sem miolo, que melhoram se assim permanecem. O imaterial é o que de maior nos atrevemos.

3/08

Muitas vezes há no óbvio, por definição, uma expressão do que não está claro para o atento. Como seus gestuais em tênues parábolas pelo ar do gramado, cortando a luz com o vazio do vento e o balanço em que há somente quadris. Essa regência que esmiuça o feminino parece corrigir o ambiente como a célula inicial. São elas.

1/08

Durante a redação conjunta os olhos escorregam entre seu pescoço e a cintura, respingando pensamentos que àquela altura teimam em querer colo. A dura tarefa de tingir a racionalidade.

9/06

Hoje o calendário vinca em meu nome. Pelo que jaz de momento; pelo que traz.

Sob a eterna mastigação das sensações, vamos conjugando. É o tato, o palato, a nesga de Sol cinza pela janela ruidosa do quarto da frente. A sensação amorfa, inconclusa, talvez correta se assim houver o termo.

Parabéns!

30/03

O pontuado que pela respiração se define é o que sobra do marasmo das horas ou dias turvos, do que se perde angustiado, recolhendo-se a pensamentos repetidos e viciados sobre males desnecessários.

Quando tudo é o que resta, o nada é que nos falta.

9/03

É necessário um quê de frondosa. Para virar o rosto acomodando-se pelo ombro em suave malícia, os embaralhados dos cabelos escorregando desde os olhos até o limite dos nossos; movimento e engenho, engrenagem de provocação. As pálpebras que semicerram, as maçãs que sobem o sorriso e o resultado que pode.

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